O Projeto Blue Beam é uma teoria da conspiração que sugere a existência de um plano elaborado para estabelecer uma nova ordem mundial por meio da manipulação de eventos religiosos e sobrenaturais. Proposta pelo jornalista canadense Serge Monast na década de 1990, a teoria alega que agências governamentais, como a NASA, em colaboração com as Nações Unidas, estariam desenvolvendo tecnologias avançadas para enganar a população mundial.
Origens da Teoria
Serge Monast, nascido em 1945, foi um jornalista e teórico da conspiração de Quebec, Canadá. Ele ganhou notoriedade ao publicar obras que alegavam a existência de planos secretos para estabelecer uma nova ordem mundial. Sua teoria mais famosa, o Projeto Blue Beam, foi detalhada em seu livro “Project Blue Beam (NASA)” publicado em 1994. Monast faleceu em 1996, aos 51 anos, de um ataque cardíaco.
Os Quatro Passos do Projeto Blue Beam
De acordo com Monast, o Projeto Blue Beam seria implementado em quatro etapas principais:
- Desastres Naturais Fabricados: A primeira etapa envolveria a criação de terremotos artificiais em locais específicos ao redor do mundo. Esses desastres revelariam supostos achados arqueológicos que desmentiriam as interpretações tradicionais das religiões, preparando o terreno para uma nova fé global.
- Show Espacial Gigantesco: A segunda etapa consistiria em uma exibição massiva de hologramas tridimensionais e sons a laser projetados no céu. Essas projeções representariam figuras religiosas de diferentes culturas, falando nas línguas locais e proclamando a unificação das religiões sob uma nova divindade.
- Comunicação Telepática Artificial: A terceira fase envolveria a transmissão de sinais eletrônicos diretamente aos cérebros das pessoas, fazendo-as acreditar que estão recebendo comunicação direta de suas divindades. Isso seria possível através de tecnologias que modulam frequências eletromagnéticas para influenciar pensamentos.
- Manifestação Sobrenatural Universal: A etapa final incluiria manifestações eletrônicas sobrenaturais, como a simulação de uma invasão alienígena ou a aparição de entidades malignas, criando pânico e caos. O objetivo seria levar as nações a aceitarem a autoridade de uma nova ordem mundial para restaurar a paz.
Tecnologias Alegadas no Projeto Blue Beam
Monast sugeriu que tecnologias avançadas seriam utilizadas para enganar a humanidade:
- Holografia Avançada: Projeções tridimensionais no céu de imagens religiosas ou extraterrestres.
- Ondas ELF, VLF e LF: Frequências extremamente baixas capazes de influenciar a mente humana, induzindo pensamentos ou emoções específicas.
- Tecnologias de Controle Climático: Dispositivos capazes de manipular o clima para criar desastres naturais artificiais.
Críticas e Ceticismo
A comunidade científica e especialistas em tecnologia consideram o Projeto Blue Beam uma teoria infundada e sem evidências concretas. As alegações de Monast carecem de suporte empírico, e as tecnologias descritas, especialmente nos anos 1990, estavam além das capacidades conhecidas. Além disso, a logística de coordenar um engano em escala global seria extremamente complexa e improvável.
Impacto Cultural e Popularidade
Apesar da falta de evidências, o Projeto Blue Beam ganhou popularidade em círculos de teorias da conspiração e na cultura pop. A teoria é frequentemente mencionada em discussões sobre avistamentos de OVNIs, aparições religiosas e fenômenos inexplicáveis. Recentemente, avistamentos de drones nos Estados Unidos reacenderam discussões sobre o Projeto Blue Beam, com alguns teóricos sugerindo que esses eventos poderiam estar relacionados ao suposto plano.
Conclusão
O Projeto Blue Beam permanece uma teoria da conspiração sem fundamentos sólidos. Embora intrigue e alimente a imaginação de muitos, não há evidências concretas que corroborem as alegações de Serge Monast. É essencial abordar tais teorias com ceticismo e buscar informações de fontes confiáveis para formar opiniões bem fundamentadas.
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